28 Novos Socorristas

23-04-2009 13:38

 

Frazão: 28 novos socorristas e duas ambulâncias para disfarçar a crise

A Delegação de Frazão da Cruz Vermelha Portuguesa "ganhou", no ultimo sábado, 28 novos socorristas, que juraram compromisso, e duas ambulâncias, boas novas para uma instituição que está a passar por dificuldades e necessita de ajuda.

 

Durante a cerimónia de Juramento de Compromisso, o presidente da Delegação, Firmino Meireles, deu conta da "situação complicada", que explicou essencialmente com um "acidente de viação que rebentou com uma ambulância", mas preferiu destacar alguns "sinais de melhoras".

"Ontem tivemos uma nova coordenação, hoje novos socorristas e amanhã uma nova direcção. Estamos sem dinheiro, mas temos homens, viaturas e amigos", disse, aludindo aos donativos dos sócios, às ajudas de entidades, como a Junta de Freguesia de Frazão, ou aos subsídios camarários, "decisivos" para o equilibrio financeiro da Delegação.

Anualmente, o défice de exploração de Delegação anda na ordem dos 15.000 euros, situação agravada com a ambulancia "abatida" após acidente e o "valor insuficiente" dos serviços de transporte realizados, pelo que só essas dávidas, garatiu Firmino Meireles, é possivel "tapar esse buraco". Aquele responsável disse serem necessários "sócios mais compreensivos e solidários", mas deixou claro que, "enquanto existirem homens, a Cruz Vermelha de Frazão irá continuar aberta 24 horas por dia".

CÂMARA É PARCEIRO

Com os 28 novos socorristas, o corpo activo da Delegação da Frazão de Cruz Vermelha aumentou para cerca de 75 elementos, muitos deles com formação superior, dispondo ainda de 5 ambulâncias (três de emergência e duas para transporte de doentes) e uma viatura de apoio.

A autarquia pacense assumiu as duas mais recentes "aquisições" da organização - uma ambulância de socorro e outra para transporte de doentes - , no âmbito do subsídio extraordinário e de mais uma verba de reforçe para equipamento, num total de 65.000 euros.

"A Câmara não faz mais do que devia, tendo em conta o bom trabalho que a Cruz Vermalha, prejudicada por alguns azares com viaturas, está a fazer. Bem hajam todos aqueles que, ao longo dos anos, construíram esta obra", disse o autarca Pedro Pinto, lembrando que é preciso "reconhecer e agradecer a disponibilidade e competência" das pessoas.

 

MOTIVAÇÕES

A Gazeta quis conhecer as motivações dos novos socorristas da Delegação de Frazão de Cruz Vermelha Portuguesa e costatou que a vontade de ajudar o próximo é uma razão comum a todos. E todos eles são jovens, têm alguma disponibilidade de tempo e, nalguns casos, aproveitaram para ganhar experiência para o futuro, tendo em conta as suas áreas de formação.

Que razão ou razões justificaram a participação no curso e a entrada na Cruz Vermelha? Qual foi a sensação do primeiro serviço?

Ana Oliveira (21 anos - Lordelo, Paredes) - "Sou formada em Psicologia, encontrando-me neste momento a tirar o Mestrado em Psicologia jurídica, uma área de formação com pontos comuns aos principios do socorrismo. Além disso, gosto de ajudar as pessoas e tenho uma vontade grande de aprender novas coisas". "Ao longo do curso, fomos saindo para o terreno com as equipas e isso deu para irmos tomando conhecimento do modo de actuar. Algum nervosismo no início, mas nada que não se ultrapasse".

Alexandre Freitas (20 anos - Seroa, P.Ferreira)  - "A Delegação de Frazão estava a precisar de pessoas e eu tinha disponibilidade para o fazer, além de querer muito poder ajudar os outros. É evidente que é preciso ter espírito para andar nisto, o que julgo ter, esperando aprender cada vez mais e conhecer, tambem, novas pessoas. Sei que algumas pessoas, na hora da verdade, não conseguem agir, mas, felizmente, nunca bloqueei. Está a valer a pena e só lamento que todas as pessoas não possam ter formação em primeiros socorros".

Maria Ribeiro (20 anos - Penamaior, P.Ferreira) - "O socorrsimo está relacionado com Enfermagem, o curso que ando a tirar. Esta era também uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos, experiências e poder ajudar quem mais precisa. Pessoalmente, posso assegurar que, até ao momento, a experiência tem corrido muito bem. Estamos minimamente bem serviços na delegação e o primeiro serviço foi um bocadinho assustador, pelo receio de falhar, mas, no fundo, acabou por correr sem problemas (sorrisos)".

 

Noticia retirada do jornal "Gazeta de Paços de Ferreira" de 23 Abril 2009